Análise Causa Raiz

Escrito por Ana Kalinke – Consultora e Auditora Líder

 

 

Um dos riscos dos processos e gestão de risco das empresas é tratar problemas que não são condizentes com a real causa raiz, pois a identificação da mesma não se deu corretamente, isso pode ocorrer devido a utilização da metodologia incorreta, descrição pobre do ocorrido ou falta de conhecimento e treinamento do avaliador.

 

 

Mas o que é causa raiz?

 

 

É a base do problema, o que o originou a consequência. Por esse motivo é tão importante que ele seja identificado de forma assertiva, pois caso a causa raiz não seja tratada corretamente, o problema irá voltar a ocorrer gerando ônus a empresa.

Dessa forma, irei comentar sobre as dificuldades na identificação e análise da mesma, contribuindo para conscientização das empresas e funcionários quanto a importância desta questão.

 

 

Metodologia:

 

Caso a escolhida não seja a mais aplicável à situação, ela não irá contribuir para a identificação da causa raiz, gerando o efeito bola de neve, onde o funcionário não irá conseguir descrever o ocorrido da melhor forma e o avaliador irá desenvolver uma solução que não atingirá a origem do mesmo. Atualmente uma das metodologias mais utilizadas e que traz benefícios reais é o Diagrama de Ishikawa, vulgarmente conhecido como Diagrama Espinha de Peixe, que ajuda a encontrar possíveis causas, ou quando o mesmo é muito complexo, ele funciona como uma forma de investigar o problema.

 

 

Descrição pobre do Ocorrido:

 

Muitos funcionários apresentam receios na hora de descrever o acontecimento, devido a medo de serem repreendidos, ou por questões de ego e afins, dessa forma, acabam omitindo informações relevantes que fazem a diferença na hora de resolver a questão. O ambiente de trabalho contribui para a abertura do funcionário em relatar falhas e erros, algo muito ligado ao reflexo da gestão e cultura organizacional.

Cabe aos gestores e funcionários desenvolverem a ideia de que riscos, erros e não conformidades não são necessariamente algo ruim, mas sim, uma oportunidade de melhoria e otimizar o sistema. Pensar que uma empresa não terá nenhuma ocorrência é errado, todo projeto passa por essas questões, e relata-las e trata-las fazendo das mesmas um ponto forte é que faz a diferença.

 

 

Avaliador da Causa-Raiz:

 

O avaliador deve estar treinado, ter conhecimento dos processos da empresa, pois ele irá utilizar a metodologia e o relato para buscar as evidências das hipóteses levantadas, validando as mesmas para apontar a verdadeira não-conformidade, para isso, não necessariamente o gestor da qualidade será quem irá definir essa questão, ele pode conduzir uma reunião com diversos funcionários da área para um brainstorm, ou realizar entrevistas para entender todo o ocorrido e dessa forma definir em conjunto com as partes interessadas as ações de correção e revalidação. Um bom avaliador irá trabalhar em equipe e tendo tato em trabalhar e tratar o ocorrido com outras pessoas da equipe, dando feedbacks e buscando soluções de forma que os envolvidos se sintam confortáveis em suas posições e dessa forma solucionarem a não conformidade apontada.

Ou seja, a avaliação da causa-raiz depende de diversos fatores, desde metodologia até perfil de funcionários. Mas se a empresa já possui a mentalidade de riscos e apresenta preocupação em relação a identificar e monitorar as não conformidades tratando de forma eficaz, ela já está um passo à frente.

O aprendizado em relação a essa questão é uma construção e uma melhoria continua, não se cobre no início do processo, ele pode e deve ser construído aos poucos, uma consultoria contribui para dar o start inicial, mas a continuidade do processo a longo prazo irá da vontade e cultura interna.

 

 

Caso a sua empresa esteja passando por dificuldades para identificar as causas-raiz ou iniciar o processo, a I9 pode identificar a metodologia e treinar a equipe para que o processo seja menos moroso possível. E lembre-se sempre, que esse processo contribuí para a melhoria continua do seu negócio e gera oportunidades que podem não terem sido identificadas.

 

 


 

 

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